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Uma economia que ressurge das cinzas

Por Luiz Carlos Mendonça de Barros

Trago ao leitor do Valor nesta segunda feira dois gráficos com indicadores financeiros que cobrem o período entre julho de 2014 e julho de 2016. Os números neles expressos são chocantes para se dizer o mínimo. A pergunta que se coloca ao analista mais cuidadoso é muito simples: o que aconteceu entre julho de 2015 e agora para explicar esta variação de preços tão violenta se o país - e o mundo que nos cerca - é o mesmo, principalmente em relação à economia? A seguir alinho algumas reflexões sobre este tema tão importante para o nosso futuro. Em primeiro lugar está o fato concreto que vivemos hoje no Brasil os estertores de uma hegemonia política deletéria, como foi o período do chamado lulismo. O afastamento definitivo da presidenta Dilma Rousseff - e sua substituição pelo presidente Michel Temer - é hoje um processo consumado e o mercado financeiro certamente reflete esta posição. As expectativas são que voltaremos a um período de maior racionalidade na condução da política econômica, deixando para trás o período marcado pelo voluntarismo e o domínio de ideias econômicas totalmente ultrapassadas.