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A desagradável aritmética da dívida

Por Pedro Ferreira e Renato Fragelli

Ao assumir a Fazenda, o ministro Levy, além de descartar as pirotecnias contábeis de seu antecessor, substituindo-as pela saudável transparência, definiu metas de superávit primário (sem alquimias) de 1,2% e 2,0% do PIB para 2015 e 2016. Uma análise das condições necessárias para se chegar a metas tão modestas mostra, entretanto, que o superávit primário necessário para estabilizar a razão dívida/PIB e garantir solvência de longo prazo de nossas contas públicas precisará ser mais alto e próximo de 3% do PIB.