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O manifesto do retrocesso

Por Pedro Ferreira e Renato Fragelli

Em recente manifesto1, economistas desenvolvimentistas repudiaram o ajuste fiscal e a política monetária ativa como instrumentos de correção dos atuais problemas de inflação em alta e crescimento em baixa. O manifesto intitula-se "Economistas pelo desenvolvimento e inclusão social", como se houvesse algum economista no mundo contra tais objetivos. Adotando uma retórica inspirada em João Santana, denunciam aqueles que defendem a austeridade fiscal e monetária "exigindo juros mais altos e maior destinação dos impostos para o pagamento da dívida pública, ao invés de devolvê-los na forma de transferências sociais, serviços e investimentos públicos".