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Ajuste? Que ajuste?

Por Pedro Ferreira e Renato Fragelli

Uma análise objetiva das condições atuais da economia - crescimento pífio, inflação persistentemente no topo da meta, aumento contínuo da relação dívida bruta/PIB, e elevado déficit do balanço em conta corrente - leva à conclusão que, se o país intenciona voltar a crescer de forma sustentável, então o próximo governo terá que implantar ajustes inevitáveis e talvez dolorosos. Entretanto, o alto volume de reservas internacionais, bem como a perspectiva de lenta recuperação da economia mundial, com consequente manutenção da elevada liquidez internacional, podem viabilizar o adiamento do penoso encontro com a realidade por mais um par de anos, quiçá até um mandato presidencial.